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ECAD para academia: quanto custa e quem paga

Toda academia que toca música para os alunos precisa de licença do ECAD, e quem contrata essa licença é a própria academia, não a empresa que fornece a rádio. Em 2026 a conta é de 0,090 a 0,110 UDA por metro quadrado sonorizado por mês, com a UDA em R$ 107,31, o que dá de R$ 9,66 a R$ 11,80 por m². Municípios fora das grandes capitais têm redução de 15% a 60%.

Esta página não vende isenção de ECAD. Não existe rádio que isente uma academia de pagar direito autoral, e quem promete isso está vendendo outra coisa: um catálogo alternativo, sem as músicas que os seus alunos pedem. Explicamos a diferença mais abaixo.

Calculadora

Estimativa pela tabela oficial de 2026, item 8.1 do Regulamento de Arrecadação (academias de ginástica e escolas de dança, música mecânica).

Só a área onde a música toca, não o terreno inteiro.
Academia costuma tocar o tempo todo, o que é grau alto. Se você não declarar, o ECAD aplica o médio.
R$ 0 por mês

É estimativa, não é a fatura. O valor final depende da área que o ECAD tem cadastrada, de convênio que a sua academia tenha e de negociação. O simulador oficial está em ecad.org.br, e o número que vale é o que sai de lá.

Quem paga é a academia, e isso não é opinião

O artigo 68 da Lei 9.610/98 exige autorização prévia para execução pública de música em lugar de frequência coletiva, e o parágrafo 2º inclui expressamente academias na lista. A Súmula 63 do STJ diz que a cobrança é devida independentemente de a música gerar lucro direto.

Duas consequências práticas que economizam discussão:

Posso usar Spotify, Deezer ou YouTube na academia?

Duas coisas separadas, e as duas respondem não.

Os termos de uso proíbem. As contas pessoais de Spotify, Deezer e YouTube são licenciadas para uso pessoal e não comercial. Tocar para os seus alunos é uso comercial, mesmo que você pague a assinatura.

E pagar streaming não isenta o ECAD. O STJ já decidiu que assinar um serviço de música não afasta a cobrança de direitos autorais pela execução no estabelecimento, porque são fatos geradores independentes. O mesmo raciocínio vale para TV a cabo na recepção.

O artigo 3º do Regulamento vai na mesma direção: as diferentes formas de execução pública são independentes entre si, ainda que feitas pelo mesmo usuário e no mesmo lugar. Na prática, som na musculação, TV na recepção e a caixa da aula coletiva são cobranças que se somam.

E as rádios que se vendem como "sem ECAD"?

Elas existem e funcionam, mas a economia tem um preço que costuma não aparecer no anúncio: elas trocam o repertório. Tocam catálogo próprio ou de produção alternativa, fora da gestão coletiva, o que significa que a música que o seu aluno conhece e pede não vai estar lá.

É uma escolha legítima, e para parte das academias compensa. Só não é a mesma coisa que tocar o que o público pede. A pergunta honesta antes de trocar é: os seus alunos reclamam mais do custo ou da playlist?

Como reduzir a conta, legalmente

1. O redutor por região, que é automático

O artigo 20 do Regulamento reduz o valor de tabela de 15% a 60% conforme a categoria socioeconômica do estado e o tamanho do município. Academia em cidade de até 150 mil habitantes no interior do Nordeste ou do Centro-Oeste chega ao teto de 60%. A calculadora acima já aplica isso.

2. O convênio de entidade, que depende de você

O artigo 31 diz que o usuário filiado a entidade que mantenha convênio com o ECAD tem direito ao benefício pactuado, desde que cumpra os requisitos do convênio. A ACAD Brasil, associação do setor de fitness, mantém um convênio desses, na faixa de 40% a 46% de desconto.

Atenção ao que isso significa. O desconto é da ACAD, não de nenhuma empresa de rádio. Para tê-lo a academia precisa ser associada à ACAD e cumprir as condições do convênio. Confirme o percentual vigente direto com a ACAD, porque convênio se renegocia.

3. Declarar a área certa

A cobrança é por metro quadrado sonorizado, não pela área total. Sala sem som, recepção sem caixa e área externa sem música não deveriam entrar na conta. Vale conferir o que o ECAD tem cadastrado.

Nunca paguei. E agora?

A cobrança retroativa existe, e o setor costuma tratar o alcance em torno de 36 meses, com multa e juros sobre o valor devido. O prazo de prescrição aplicável é discutido judicialmente, então esse é o ponto em que vale falar com um advogado antes de assinar qualquer acordo.

O que é consenso: procurar o ECAD antes de ser fiscalizado dá margem de negociação que uma autuação não dá.

Perguntas rápidas

Preciso pagar se só toco rádio FM?

Sim. A rádio paga pela transmissão dela; o estabelecimento paga pela execução pública no ambiente. São cobranças distintas.

E se a música for instrumental ou de artista desconhecido?

Continua devido, salvo se todo o repertório estiver em domínio público ou licenciado fora da gestão coletiva, e a prova disso é sua.

O valor muda todo ano?

Sim. A UDA é reajustada anualmente pelas associações que administram o ECAD. O reajuste para 2026 foi de 4,68%, pelo IPCA acumulado de novembro de 2024 a outubro de 2025, valendo para boletos vencidos a partir de janeiro de 2026.

Onde a NaRadio entra

A NaRadio é uma rádio para academias em que os alunos pedem a música pelo celular e o gestor comanda a programação e os anúncios por um painel. Ela não isenta ninguém do ECAD, porque nenhuma rádio isenta: a licença é da academia, como explicado acima.

O que ela resolve é o outro lado do problema. Em vez de cortar o repertório para economizar, você toca o que o público realmente quer, e reduz a conta pelo caminho legal: redutor de região mais convênio de entidade.

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Fontes

Conteúdo informativo, revisado em 20 de setembro de 2026. Não é parecer jurídico. Para o caso concreto da sua academia, consulte um advogado.